CEHM continua mobilizada, em assembléias com Operadoras e Sociedades Científicas de Especialidades

 

A partir do próximo dia 1, os médicos pediatras de Londrina passarão a cobrar consulta de pacientes com planos vinculados a Unidas, Abramge e Fenasaúde. Essa é a maneira que os especialistas encontraram de pressionar as operadoras a reajustarem o valor dos honorários.

Apesar da Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM) - composta pela Associação Médica do Paraná (AMP), Conselho Regional de Medicina e Sindicato dos Médicos no Paraná - estar mobilizada pela mesma causa – melhores remuneração e condições de trabalho – esta decisão dos médicos londrinenses foi tomada independentemente, pelos profissionais da Pediatria daquela região.

É fato que a realidade dos valores pagos pelas consultas médicas, no Estado, é triste não apenas para os pediatras. Profissionais de outras especialidades sofrem com essa mesma dificuldade de ter que continuar atendendo e investindo na carreira, recebendo entre R$ 15 e R$ 42, por consulta. “Este é o valor que a maioria das operadoras paga aos médicos do Paraná, atualmente. Independente desta atitude dos pediatras londrinenses, a qual parabenizamos por defender a classe, a Comissão Estadual segue mobilizada, já em novas negociações com as operadoras e em assembléia com as Sociedades Científicas de Especialidade, em Curitiba”, afirma o presidente da CEHM e da AMP, José Fernando Macedo.

Representantes das três entidades estão, esta semana, em Brasília, para discutir, entre outras questões, os honorários, no XII Encontro Nacional de Entidades Médicas (Enem). Na próxima semana, a CEHM se reúne, logo na segunda-feira, dia 2, às 11h30, e deve apresentar novidades desse movimento.

 

Pediatras

         Segundo o Comitê de Defesa Profissional da Sociedade Paranaense de Pediatria, esta ação dos colegas de Londrina pode ter repercussão junto aos órgãos de defesa do consumidor. No entanto, assim como os pacientes têm um contrato de atendimento com a Operadora de Saúde, que deve ser respeitado; a Operadora tem com os médicos, um contrato que também deve ser seguido, inclusive no que diz respeito a reajuste. Na próxima assembléia, no dia 5 de agosto, os pediatras do Estado, principalmente da capital, devem ter uma nova posição sobre essas e outras ações.