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Estrutura precária ou inexistente, falta de leitos, ausência de equipamento básico de trabalho (inclusive papel), péssimas condições sanitárias, vínculos precários ou inexistente, baixa remuneração e carga horária acima do permitido foram alguns dos problemas relatados por médicos que atuam nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba na segunda reunião das Cruzadas pela Saúde, realizada no último dia 23 de julho, na sede da Associação Médica do Paraná.

Promovidas pela AMP e pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná, as cruzadas visam levantar a real situação de trabalho dos médicos do estado para apontar as carências e denunciar situações de irregularidade dentro do projeto Caixa Preta da Saúde, da Associação Médica Brasileira.

Na ocasião, foi relatada, pro exemplo, a situação de um posto de saúde de Araucária, que funciona em um paiol, com acesso precário e perigoso, sem os mínimos equipamentos necessários para a prática da medicina e com falta, até, de material impresso para emitir receitas, atestados, requisições ou encaminhamentos., ou a situação da zona rural de Quatro Barras, onde, por falta de uma estrutura adequada, até pouco tempo, médicos atendiam dentro de automóveis ou ambulâncias.

A falta de leitos foi enfatizada por médicos de Colombo, que contaram que, por não terem para onde transferir seus doentes, estão improvisando leitos de UTI dentro das próprias unidades de saúde. “Todas essas informações serão acolhidas pela AMP e pelo CRM para as devidas providências. Buscaremos a responsabilização de quem deixou a situação chegar a esse ponto, procuraremos o Ministério Público, a Superintendência do Trabalho. Visitaremos pessoalmente os locais citados e denunciaremos as irregularidades que encontrarmos dentro do nosso projeto da Caixa Preta da Saúde”, avisou o presidente da AMP, João Carlos Baracho.